Antes da existência do coquetel, na década de 80, sofri uma meningite meningocócica, como já havia sido descoberto o vírus HIV, sem que eu soubesse, aplicaram o teste e deu positivo.

O pior efeito da meningite foi a perda da minha identidade, deixei de conhecer quem eu era, mas minha família chegando ao coquetel me tratou, 1 ano depois minha memória, até hoje comprometida, iniciou o retorno.

Daí tomei posse da soro-positividade, comecei a grupar outros como eu, iniciando um trabalho com grupos.

Sofri várias infecções (pneumonia, herpes, internações) até chegar a melhor qualidade de adesão ao tratamento.

Os grupos foram aumentando de qualidade e nos tornam representante local da Rede Nacional de Pessoas Vivendo HIV/AIDS, criamos um projeto chamado de “cartão nutrição” que agrupou 155 pessoas, mas um projeto com sucesso por seis anos, foi encerrado sem avaliação.

Na perda desse benefício as pessoas se dispersaram, hoje contamos com reuniões mensais com grupos menores, já conhecia Vera Iqueda e fundadora da Casa Mulher e Vida, hoje montamos um grupo voluntário para trabalhar em grupo.

 

 

 

— Este depoimento foi transcrito exatamente da maneira que foi escrito —